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segunda-feira, 29 de maio de 2023

COMEMORAÇÃO DOS SANTOS PADRES DO 1º CONCÍLIO DE NICEIA



O Primeiro Concílio de Niceia foi um concílio de bispos cristãos convocado pelo Imperador Romano Constantino I em 325 na cidade de Niceia da Bitínia (atual İznik, província de Bursa, Turquia). Este concílio ecuménico foi a primeira tentativa de alcançar um consenso na Igreja através de uma assembleia representando toda a cristandade. As principais decisões foram a resolução da questão cristológica da natureza divina de Jesus e sua relação com Deus Pai; a construção da primeira parte do Credo Niceno; a fixação da data da Páscoa e a promulgação da lei canónica em sua primeira forma.

Foi presidido pelo bispo ibérico Osório de Córdoba e nele participaram entre 250 a 300 representantes da cristandade.

O Credo é a profissão ou Símbolo da Fé, que numa primeira redacção foi acordado neste Concilio, que serve para distinguir os cristãos de seguidores de outras religiões e foi feita opção pelo texto que então se usava no baptismo em Cesareia, mas que terá origem no de Jerusalém.

Aqui ficou decidido que Jesus é plena e completamente divino e consubstancial ao Pai.

No geral. actualmente, o Credo seguido pela maioria das Igrejas Cristãs é a versão denominada Niceno-Constantinopolitano.

Em algumas cerimónias e acções catequéticas e ecuménicas é proclamado o Credo dos Apóstolos, que é uma versão mais curta do Símbolo da Fé, onde não constam algumas partes que não comuns entre Igrejas Cristãs. Consta que tenha sido redigido cerca no final do século II, com os ensinamentos dos Apóstolos. A versão mais antiga encontrada será a de Hipólito (215DC) que era usada pelos candidatos ao baptismo, em formato de perguntas e respostas. O documento mais antigo onde consta a redacção actual e que sobreviveu, foi encontrado entre o espólio de Caesarius de Arles (542 DC). No conjunto a discussão no primeiro concílio tomou o texto então já partilhado pelas igrejas locais, nomeadamente a de Jerusalém, mas conhecida por Credo de Cesareia, por ter sido defendida por Eusébio de Cesareia, que era respeitado pela sua obra.

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