3º DOMINGO DA PÁSCOA
DOMINGO DAS MIRÓFORAS
EPÍSTOLA
Atos 6:1-7
1 Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas daqueles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.
2 E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.
3 Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço.
4 Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
5 O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia,
6 e os apresentaram perante os apóstolos; estes, tendo orado, lhes impuseram as mãos.
7 E divulgava-se a palavra de Deus, de sorte que se multiplicava muito o número dos discípulos em Jerusalém e muitos sacerdotes obedeciam à fé.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIOS
At 6:1-7
Este texto informa-nos de que nos início do cristianismo, a organização da igreja de Cristo se preocupou com os necessitados, nomeadamente as viúvas, que, naquela época ao perderem os seus maridos ficariam com grandes dificuldades de sobrevivência e que a igreja local tinha forma de recolher bens alimentares para os distribuírem diariamente. Outra informação é sobre a necessidade de distribuir funções, a fim de não esquecerem as obrigações com a evangelização.
Uma terceira informação é que as decisões eram tomadas em assembleias, a que agora corresponderão os Sínodos, sendo que as funções assistenciais seriam atribuídas a pessoas a quem se requeria alguma sabedoria e boa reputação, enquanto que os apóstolos se ocupariam da oração e do ministério da Palavra.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
EVANGELHO
Marcos 15:43 a 16:8
43 José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido.
45 E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José,
46 o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro.
47 E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto.
16:1 Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo.
2 E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol.
3 E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro?
4 Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava revolvida;
5 e entrando no sepulcro, viram um moço sentado à direita, vestido de alvo manto; e ficaram atemorizadas.
6 Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o puseram.
7 Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
8 E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de medo e assombro; e não disseram nada a ninguém, porque temiam.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIOS
Mc 15:43 a 16:8
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
O fascínio dos Evangelhos não decorre apenas e através dos maravilhosos acontecimentos ocorridos desde o nascimento de Jesus até aos momentos logo após a Ressurreição. Também decorre de todos os ensinamentos e alguns pormenores que nos contextualizam quer o Jesus histórico e a sociedade daquela altura, mas também o Jesus Cristo Mestre da Justiça, Messias, o Filho de Deus que veio estabelecer uma Nova Aliança.
Segundo esta tradução do Evangelho a palavra utilizada pelo anjo foi “ressurgiu” e não “ressuscitou”. É certo que a utilização da palavra “ressuscitou” é a mais conhecida e compreendida por quem lê ou escuta a Palavra.
A palavra encontrada no original conhecido e mais antigo será "ἠγέρθη" (egerthē), que do grego se pode traduzir quer como "ressuscitou" ou "levantou-se". O tradutor, ao optar pelo uso da palavra "ressurgiu", parece querer reflectir um significado mais amplo deste termo grego, que pode implicar algo que retorna à vida ou que se levanta de um estado anterior.
Esse também é um gesto que está presente no baptismo ao ressurgir da imersão na água, na metanoia quando veneramos os ícones e em certos momentos da oração litúrgica.
O anjo apelidou a Jesus de “o nazareno” e acrescentou “o crucificado”, como o faziam aqueles que O perseguiam.
Para os inimigos de Jesus, tais expressões representavam uma censura por ser muito grave alguém que é castigado à pena máxima da crucificação e porque Nazaré era um lugar humilde e de pouco prestígio, de onde não vinham profetas nem reis. Mas para os cristãos é um símbolo de honra e identidade com o que tem origem humilde e um compromisso com os marginalizados e oprimidos.
