DOMINGO
DAS ANTAS RELÍQUIAS E DE SÃO GREGÓRIO DE PALMAS
(12 de Março / 27Fev)
(12 de Março / 27Fev)
O reconhecimento da importância das relíquias de santos, ficou estabelecida no VII Concílio Ecuménico (Niceia-787) que restabeleceu a veneração dos ícones.
Os santos pais da igreja, decretaram que a presença de relíquias no altar, são fonte de salvação, tornando imprescindível a sua presença. Também decretaram sobre o uso do antimeson(1).
Em 1368, com a canonização de São Gregório de Palamas (1296-1359), a celebração deste santo foi junta a este Domingo, porque aquele desenvolveu a theosis, uma teologia segundo a qual Deus se fez homem, de modo que o homem se torne Deus. Ou seja, que o homem pode num processo de aproximação a Deus tornar-se divino pelo seu próprio esforço, participando da Luz de glória na Sua vida terrestre, resumindo uma longa tradição sobre este assunto.
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(1)Antimeson, quer dizer em vez do altar. No rito bizantino era uma mesa de madeira portátil, onde algumas vezes era celebrada a liturgia. Com o tempo passou a ser usado um pedaço de linho ou pano de seda, com 50 a 60 cm de largura, no qual podem ser representados os instrumentos da Paixão, o sepultamento de Cristo, a descida da Cruz, os quatro evangelistas, etc, assinada por um bispo e que é deposto sobre a mesa da celebração, mesmo que não seja altar consagrado. Também poderá conter várias inscrições relacionadas com a Paixão.
Em algumas igrejas orientais é cozido um saquinho com relíquias que também podem ser colocadas sobre o altar.
De hoje em dia, o celebrante leva para o altar o antimeson, que desdobra e sobre o qual deposita as alfaias da comunhão.