32º DOMINGO APÓS PENTECOSTES
EPÍSTOLA
1 Coríntios 4: 9-16
9 Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espectáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens.
10 Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis.
11 Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa,
12 e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos;
13 somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo.
14 Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.
15 Porque ainda que tenhais dez mil aios em Cristo, não tendes contudo muitos pais; pois eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus.
16 Rogo-vos, portanto, que sejais meus imitadores.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIO
1 Coríntios 4: 9-16
Vejo, nesta carta de Paulo, uma firmeza inabalável e sem desânimo na sua missão.
A carta parece ser dirigida a Apolo (1Cor3:5) , mas também pode ser a Silvano (2Cor1:19) que seguiu Paulo; devido a conflitos de escolha de líderes entre seguidores em Coríntio (1Cor1:11).
Paulo não se considerava apenas a si e aos 12 iniciais como apóstolos, mas também outros que deixando tudo se entregaram a Cristo e como tal se passaram a ser designados como tal após a ressurreição de Jesus, divulgando a Sua Palavra.
Enumerando as qualidades dos Apóstolos, refere como naquele tempo muitos cristãos eram tratados pelas autoridades romanas. Ao usar o termo “exibido” quer dizer que antes de serem mortos eram exposto publicamente, “espectáculo” porque eram sacrificados na arena dos jogos com gladiadores e feras.
Também neste texto está manifesta a fundação do Cristianismo por Paulo, quando em v.15 diz que “gerou aquela comunidade em Cristo, que o seu exemplo é verdadeiro e que o podem imitar” - ou seja que podem comportarem-se como cristãos segundo as características que refere e associarem mais pessoas às suas comunidades.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
EVANGELHO
Mateus 25: 1-13
1 Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo.
2 Cinco delas eram insensatas, e cinco prudentes.
3 Ora, as insensatas, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo.
4 As prudentes, porém, levaram azeite em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas.
5 E tardando o noivo, adormeceram todas, e dormiram.
6 Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí-lhe ao encontro!
7 Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.
8 E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando.
9 Mas as prudentes responderam: não; pois de certo não chegaria para nós e para vós; ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
10 E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o noivo; e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
11 Depois vieram também as outras virgens, e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta.
12 Ele, porém, respondeu: Em verdade vos digo, não vos conheço.
13 Vigiai pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIO
Mateus 25: 1-13
Seguindo a compreensão do texto como uma parábola a que Jesus recorria para ensinar, o noivo é Cristo e as virgens serão aqueles que professam da sabedoria e pureza.
Não chega participar em algumas cerimónias sem nos prepararmos previamente, ou dizer que somos seguidores de Cristo de forma inabalável, mesmo perante as adversidades.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
