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 33º DOMINGO APÓS PENTECOSTES


EPÍSTOLA

Colossenses, 1: 12-18

12 dando graças ao Pai que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. A suprema pessoa de Cristo

13 Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado,

14 em quem temos a plena redenção por meio do seu sangue, isto é, o perdão de todos os pecados.
15 Ele é a imagem do Deus invisível, o primogénito sobre toda a criação;

16porquanto nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou dominações, sejam governos ou poderes, tudo foi criado por Ele e para Ele.

17 Ele existe antes de tudo o que há, e nele todas as coisas subsistem.

18 Ele é a cabeça do Corpo, que é a Igreja; Ele é o princípio e o primogénito dentre os mortos, a fim de que em absolutamente tudo tenha a supremacia.

SILÊNCIO – MEDITAÇÃO

COMENTÁRIO

Colossenses, 1: 12-18

Como é que podemos identificar Deus nas coisas que nos rodeiam, nos acontecimentos que vivemos, nos sentimentos que queremos explicar?

Paulo diz-nos que Deus é Pai, Luz, Perdão, Criação e Invisível.

No último versículo desta leitura, diz-nos que “é a Cabeça da Igreja” e deixa-nos a pensar neste princípio da Fé.

Se tudo foi criado por Ele, o que pensar do mal em todas as suas formas que nos tiram a vida?

O que pensar das hierarquias eclesiásticas e seus seguidores que apostam, recusam a fraternidade e o amor como o primeiro e maior mandamento de Deus?

A vinda de Jesus para estabelecer uma Nova Aliança, como estabelecera anteriormente através de Adão, Noé, Abraão, Moisés e David, tem a ligação humana como intermediário, porque cada um de nós é portador de uma centelha divina que a nós compete cuidar e ajudar os outros a cuidar.

Paulo também explica aqui e noutros textos, de forma simples, com a imagem das “trevas” ou escuridão.

As trevas é como um lugar ou “domínio” totalmente sem luz, onde não vemos, nem sentimos e vazio de vida; daí Paulo dizer que a redenção, ou seja o resgate para sermos livres como criaturas se faz através do sangue de Cristo; Porque o “sangue” é o principal meio de vida no nosso corpo biológico.

Luz por oposição a “trevas” e redenção pela nossa vida em Cristo por oposição a morte, são instrumentos da centelha divina de que somos portadores, para reconhecer Deus nas coisas.

SILÊNCIO – MEDITAÇÃO

EVANGELHO

Lucas, 14: 16-24

16 Jesus, contudo, declarou: “Certo homem estava preparando um notável banquete e convidou muitas pessoas.

17 Próximo à hora do início da ceia, enviou seu servo para anunciar aos que haviam sido convidados: ‘Vinde! Eis que tudo está preparado para vós’.

18 Contudo, um por um, começaram a declinar com desculpas. O primeiro alegou: ‘Acabei de adquirir uma grande propriedade, e preciso ir vê-la. Por favor, queiras desculpar-me!’.

19 Outro conviva explicou-se: ‘Acabei de comprar cinco juntas de bois e preciso ir experimentá-las. Rogo-te que me tenhas por perdoado!’.

20 E outro ainda argumentou: ‘Acabo de me casar, e por esse motivo, não posso ir’.

21 Diante disso, voltou o servo e tudo relatou ao seu senhor. Então, o dono da casa irou-se sobremaneira e ordenou ao seu servo: ‘Sai agora mesmo para as ruas e becos da cidade e trás para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’.

22 Mais tarde lhe relatou o servo: ‘Tudo o que o senhor mandou está feito conforme a tua vontade, mas ainda há lugar!’.

23 Então ordenou o senhor ao seu servo: ‘Ide por vários caminhos e atalhos e os que encontrar obriga-os a entrar, para que a minha casa fique repleta.

24 Porquanto vos asseguro que nenhum daqueles que previamente foram convidados provará da minha ceia’”. O custo de ser discípulo de Cristo

SILÊNCIO – MEDITAÇÃO


COMENTÁRIO

Lucas, 14: 16-24

Por vezes as pessoas lêem ou ouvem ler esta parábola, como uma fábula. Mais grave quando as hierarquias eclesiásticas não vivem nestes ensinamentos de Jesus.

Na Epístola de hoje Paulo fala-nos da importância da Luz e da vida em Cristo, neste evangelho Jesus diz que não é por serem de alguma forma próximos daquele senhor da parábola, ou seja por serem membros de um grupo ou igreja, que alcançam a salvação.

Se a hierarquia eclesiástica tratar os que lhes são próximos, de forma diferenciada de todos os outras pessoas, estão de certo modo nas trevas a que se refere Paulo; porque a arrogância com que tratam uns com previlégios e os outros porque dão mais importância aos seus bens materiais do que a uma refeição de partilha e amor, que os impede de estar humildemente na Luz onde receberão de Deus todas as graças divinas.

SILÊNCIO – MEDITAÇÃO

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