14º DOMINGO APÓS O PENTECOSTES
14º Domingo de Mateus
EPÍSTOLA
2 Coríntios 1,21 a 2,4
21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus,
22 o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações.
23 Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha alma de que é para vos poupar que não fui mais a Corinto;
24 não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas somos cooperadores de vosso gozo; pois pela fé estais firmados.
1 Mas deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza.
2 Porque, se eu vos entristeço, quem é, pois, o que me alegra, senão aquele que por mim é entristecido?
3 E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós.
4 Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.
SILÊNCIO – MEDITAÇÃO
COMENTÁRIO
2 Co.1,21 a 2,4
Esta porção de texto de Paulo, que não é um discurso do nosso tempo, está muito fundamentado nos Salmos e em Isaías.
Paulo sublinha a firmeza do Caminho em Cristo, por oposição à inconstância de muitos em Coríntio, porque foi Deus que firmou todos os passos da sua missão entre eles, porque Lhe agradou as iniciativas do Apóstolo ( Salmos 37:23, Isaías 61:1)), como também aceitou os que têm demonstrado verdadeira Fé, confirmando-os.
A angústia e tristeza que motivaram Paulo a não voltar a Coríntio, deve-se às dissensões e conflitos que existiam naquela comunidade e que não deixavam Paulo confortável e tranquilo para a sua missão. Parece que Paulo quer dizer que aquelas pessoas, antes de ouvirem a Palavra do Evangelho, necessitam de se preparar adequadamente e com firmeza aceitarem-se uns aos outros como foram aceites por Deus.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
EVANGELHO
Mateus 22:1-14
1 Então Jesus tornou a falar-lhes por parábolas, dizendo:
2 O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.
3 Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir.
4 Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas.
5 Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
6 e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram.
7 Mas o rei encolerizou-se; e enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade.
8 Então disse aos seus servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos.
9 Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas.
10 E saíram aqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial.
11 Mas, quando o rei entrou para ver os convivas, viu ali um homem que não trajava veste nupcial;
12 e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu.
13 Ordenou então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.
14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
SILENCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIO
Mt.22,1-14
Face
à arrogância e negação de escribas e fariseus, Jesus contou esta
parábola para interromper a discussão e os chamar à razão.
A intenção desta narrativa de Jesus é de dizer que a sua pregação pode ser recusada por alguns judeus, mas qualquer um que se prepare espiritualmente entrará no reino dos céus.
Ali, o rei ou um homem rico, conforme o Evangelho em que se lê, é o Senhor, os convidados são os judeus, os servos são os apóstolos, os últimos convidados são judeus e gentios e o banquete é o reino dos céus.
Mais diz que entre os chamados quem não se preparar adequadamente e espiritualmente, ainda que compareçam perante Cristo e a sua Igreja, não serão escolhidos - que é o significado das vestes nupciais.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
