10º DOMINGO APÓS O PENTECOSTES
10º DOMINGO DE MATEUS
dia 13 de Agosto (31 de Julho) de José de Arimateia
EPÍSTOLA
1 Coríntios 4:9-16
9 Porque tenho para mim, que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens.
10 Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo; nós fracos, e vós fortes; vós ilustres, e nós desprezíveis.
11 Até a presente hora padecemos fome, e sede; estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa,
12 e nos afadigamos, trabalhando com nossas próprias mãos; somos injuriados, e bendizemos; somos perseguidos, e o suportamos;
13 somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo.
14 Não escrevo estas coisas para vos envergonhar, mas para vos admoestar, como a filhos meus amados.
15 Porque ainda que tenhais dez mil aios em Cristo, não tendes contudo muitos pais; pois eu pelo evangelho vos gerei em Cristo Jesus.
16 Rogo-vos, portanto, que sejais meus imitadores.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIO
1 Co.4:9-16
São Paulo diz que todas as acções dos apóstolos estão à vista de todos, sejam humanos ou divinos, ainda que a sociedade de então pense que são loucos e ajam de forma pouco normal.
Apesar das tribulações e dificuldades, não desistem de amar a Cristo, prestando-lhe a adoração e devoção, operando neles uma mudança de vida, seguir os seus ensinamentos, estabelecendo uma ligação pessoal e espiritual directa com Ele e com imensa Fé e confiança de que estão a levar a palavra da Salvação a todos.
Cada um de nós, segundo as suas competências, pode amar a Cristo através de pequenas coisas, como participar nos serviços religiosos, orar, cantar hinos de louvor em Sua honra, procurar viver de acordo com os valores e princípios ensinados por Jesus, com humildade, compaixão e perdão, estudar os evangelhos para compreender os seus ensinamentos, aplicando-os na vida diária, orando e reflectindo, confiando na mensagem de salvação que nos deixou como mediador entre Deus e os humanos.
Esta parte da epistola, termina com uma explicação por Paulo, que se sente responsável pela comunidade de Coríntio, como fundador espiritual da Igreja, comparando a relação entre pais e filho e que apesar de existir muita gente a ensinar sobre Cristo, ele é o pai espiritual para eles e que não devem esquecer o que lhes ensinou.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
EVANGELHO
Mateus 17:14-23(a)
14 Quando chegaram à multidão, aproximou-se de Jesus um homem que, ajoelhando-se diante dele, disse:
15 Senhor, tem compaixão de meu filho, porque é epiléptico e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água.
16 Eu o trouxe aos teus discípulos, e não o puderam curar.
17 E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei? Trazei-mo aqui.
18 Então Jesus repreendeu ao demónio, o qual saiu de menino, que desde aquela hora ficou curado.
19 Depois os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, perguntaram-lhe: Por que não pudemos nós expulsá-lo?
20 Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível.
21 [mas esta casta de demónios não se expulsa senão à força de oração e de jejum.]
22 Ora, achando-se eles na Galiléia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem está para ser entregue nas mãos dos homens;
23 e matá-lo-ão, e ao terceiro dia ressurgirá. E eles se entristeceram grandemente.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
COMENTÁRIO
Mt.17,14-23(a)
O episódio da cura do menino relatado neste texto, refere-se a uma doença para a qual não havia e continua a não haver cura, ou seja era um verdadeiro desafio para os apóstolos que o não conseguiram superar.
É uma lição sobre a importância da fé e da espiritualidade em enfrentar desafios e situações difíceis e que em algumas ocasiões é necessário mais do que simplesmente uma acção externa para superar obstáculos espirituais. A combinação da oração e jejum representam um compromisso profundo de busca de Deus, com autodisciplina e renúncia a necessidades físicas.
Também podemos perceber neste texto, que existem diferentes graus de dificuldades quando se trata de lidar com forças negativas e que algumas delas requerem abordagem intensa e focada.
SILÊNCIO-MEDITAÇÃO
