DOMINGO DO TRIUNFO DA ORTODOXIA (5Mar)
Neste Domingo celebra-se a vitória contra os iconoclastas, que se opunham à utilização de ícones, tendo originado um movimento que destruiu os ícones então existentes e perseguido ferozmente os seus protectores - após decreto do Imperador Bizantino Leão III no ano 730. Desde que foram publicados os éditos imperiais que S João Damasceno se opôs, escrevendo um tratado em defesa dos ícones. No ocidente o texto do II Concílio de Niceia (787AC – 7º Ecuménico) foi erradamente traduzido trocando a palavra “veneração, dos ícones, por “adoração” que gerou um outro movimento de contestação por Carlos Magno e os teólogos Francos contra o Papa Adriano de Roma, que tinha adoptado a corrupção do do vocábulo . O fim do movimento Iconoclasta ficou resolvido com a intervenção do patriarca Nicéforo 1º de Constantinopla (806-815) que estabeleceu o valor das imagens e de toda a arte religiosa, afirmando que "a visão leva melhor, do que a ouvir, à crença". Não sendo a imagem apenas dirigida aos analfabetos, mas a todos aqueles que participam dos mistérios. Em 834 foram consagrados ícons em Santa Sofia de Constantinopla e em 836, os três patriarcas orientais de Alexandria, Antioquia e Jerusalém dirigiram uma carta ao imperador iconoclasta Teófilo, afirmando que é legítimo representar Jesus Cristo desde que o Verbo se fez carne.
"As representações da cruz, assim como as imagens sagradas, feitas com cores ou pedra, devem ser colocadas em vasos, paramentos, paredes, casas e em caminhos... Quanto mais olharmos para estas imagens, quanto mais nos lembrarmos do que elas representam, mais estaremos inclinados a venerá-las beijando-as, prostrando-nos, sem, no entanto, testemunhar-lhes a verdadeira adoração que só convém a Deus, mas oferecer-lhes-emos incenso e luzes, como fazemos para a Santa Cruz e os Santos Evangelhos... Quem adora uma imagem, venera nela a pessoa que ela representa".
(Profissão de fé do Concílio de Niceia de 787
Este Domingo, também é conhecido por Domingo do Triunfo da Ortodoxia, razão pela qual a Liturgia é celebrada com o texto de S. Basílio o Grande (de Cesareia, 330-379), em lugar da Liturgia de São João Crisóstomo (347-407),o que apenas acontece nas Vigílias de Natal e Teofania, a menos que caiam em um sábado ou domingo; os dias de Natal e Teofânia, se essas festas caírem em um domingo ou segunda-feira; 1º de janeiro, festa de São Basílio; os domingos da Grande Quaresma, excepto o Domingo de Ramos; e Quinta-feira Santa e Sábado Santo.